Cristina Viegas (Biblioteca Municipal de Lagos)

“A porta de acesso local ao conhecimento e à aprendizagem ao longo da vida.”
(Manifesto da IFLA/UNESCO sobre Bibliotecas Públicas, 2022)

No dia 24 de janeiro assinala-se o Dia Internacional da Educação, data proclamada pela UNESCO com o objetivo de sensibilizar para o direito universal à educação.
Neste contexto, as bibliotecas públicas assumem um papel essencial como parceiras e mediadoras da educação, promovendo o acesso ao conhecimento, ao desenvolvimento de competências e à aprendizagem contínua, numa perspetiva de igualdade sem distinção de raça, sexo, etnia ou religião. Focam-se na sua missão-chave ligada à alfabetização, educação, cultura e informação, estimulando a criatividade e a imaginação nas crianças e jovens, e garantindo a participação e o acesso da comunidade.

Ana Viegas Reis (Biblioteca Municipal de Lagoa)

O acesso gratuito nas bibliotecas é essencial para garantir a igualdade de oportunidades no acesso à informação, à educação e à cultura. Promove a inclusão social, permitindo que todos — independentemente da sua condição económica — possam ler, estudar, pesquisar e usufruir de atividades culturais. Além disso, reforça o papel das bibliotecas como espaços públicos de cidadania, aprendizagem ao longo da vida e participação comunitária.

Clementina Castro (Biblioteca Municipal de Castro Marim)

As bibliotecas sempre foram muito mais do que espaços de estantes repletas de livros. São lugares de encontro, de descoberta e de conhecimento partilhado. No século XXI, atravessam uma revolução silenciosa: a forma como acedemos à informação mudou e com ela mudam também os serviços oferecidos ao público. Em Portugal, essa transformação já é visível. Um dos exemplos mais recentes é o lançamento do BiblioLED, que permite às bibliotecas públicas a disponibilização de livros eletrónicos para empréstimo online, acessíveis a qualquer hora, e em qualquer lugar. Trata-se de uma mudança significativa que responde à procura crescente de conveniência e mobilidade. Hoje, já não é necessário ir fisicamente à biblioteca para requisitar uma obra: basta um telemóvel ou computador para ter acesso imediato a uma coleção digital. 

Sandra Marques Martins (Biblioteca Municipal de Faro)

As bibliotecas deixaram há muito de ser apenas depósitos de livros. Hoje, são espaços vivos, de encontro e aprendizagem, frequentados por públicos muito diferentes entre si e com necessidades e motivações distintas — todos à procura de algo comum: conhecimento, convívio e tempo de qualidade.

Compreender a diversidade do público é crucial para o planeamento estratégico de uma biblioteca, desde a aquisição da coleção até à oferta de serviços e organização do espaço.

Manuela Teixeira (Biblioteca Municipal Carlos Brito, Alcoutim)

No Algarve, para além da imagem turística associada ao sol e ao mar, existe um vasto território interior marcado pela baixa densidade populacional, muitas vezes afastado dos grandes centros urbanos e da oferta cultural concentrada no litoral, onde as bibliotecas municipais assumem um papel determinante como espaços de proximidade, inclusão, interculturalidade e desenvolvimento comunitário.