Maria Paula Ferreira (Biblioteca Municipal de Tavira)

O papel das bibliotecas tem evoluído ao longo do tempo, adaptando-se às transformações tecnológicas e sociais e enfrentando os novos paradigmas e desafios do mundo contemporâneo. A sua atuação passa por desenvolver estratégias que facilitem o acesso à informação, promovam a aprendizagem, combatam a iliteracia e, hoje, mais do que nunca, a desinformação.

António Dores e Duarte Santos (Biblioteca Municipal de Loulé)

O NEDLib – Digital Competence and Information Literacy for Librarians é um projeto europeu transnacional que visa capacitar bibliotecários/as com conhecimentos e ferramentas de forma a combater a desinformação, desenvolvendo conteúdo educativo sobre literacia mediática, notícias falsas e gamificação para trabalhar com os cidadãos. Para além de Portugal, participam neste projeto bibliotecas da Bulgária, Grécia, Letónia e Roménia.

Rute Guerreiro (Biblioteca Municipal de Silves)

Na data em que se assinala o 39º aniversário da RNBP – Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, a BIBAL – Rede Intermunicipal das Bibliotecas do Algarve associa-se a esta efeméride através da realização de várias iniciativas culturais dirigidas a toda a comunidade. Nunca é demais (re)lembrar a importância das bibliotecas públicas para a sociedade, na medida em que são, por excelência, locais de aprendizagem, de fruição e de encontro. Visitar a biblioteca mais próxima é abrir uma porta para o conhecimento, proporcionando este a construção de uma cidadania mais forte e plural.

Cristina Viegas (Biblioteca Municipal de Lagos)

“A porta de acesso local ao conhecimento e à aprendizagem ao longo da vida.”
(Manifesto da IFLA/UNESCO sobre Bibliotecas Públicas, 2022)

No dia 24 de janeiro assinala-se o Dia Internacional da Educação, data proclamada pela UNESCO com o objetivo de sensibilizar para o direito universal à educação.
Neste contexto, as bibliotecas públicas assumem um papel essencial como parceiras e mediadoras da educação, promovendo o acesso ao conhecimento, ao desenvolvimento de competências e à aprendizagem contínua, numa perspetiva de igualdade sem distinção de raça, sexo, etnia ou religião. Focam-se na sua missão-chave ligada à alfabetização, educação, cultura e informação, estimulando a criatividade e a imaginação nas crianças e jovens, e garantindo a participação e o acesso da comunidade.

Sandra Patarata (Biblioteca Municipal de Olhão - José Mariano Gago)

Acompanhar a revolução digital é essencial para que as bibliotecas continuem a cumprir o seu papel, fundamental, na sociedade. No mundo contemporâneo, a integração das tecnologias nas bibliotecas tem-se revelado não apenas benéfica, mas essencial para reforçar a missão destas instituições.

Neste contexto a plataforma BiblioLED, uma plataforma de empréstimo de livros eletrónicos, destinada aos utilizadores inscritos nas bibliotecas municipais integradas na Rede Nacional de Bibliotecas Públicas (RNBP), destaca-se como um exemplo notável de como a tecnologia pode transformar e revitalizar o modo como se usam as bibliotecas, tornando-as ainda mais acessíveis, inclusivas e eficientes.

Ana Viegas Reis (Biblioteca Municipal de Lagoa)

O acesso gratuito nas bibliotecas é essencial para garantir a igualdade de oportunidades no acesso à informação, à educação e à cultura. Promove a inclusão social, permitindo que todos — independentemente da sua condição económica — possam ler, estudar, pesquisar e usufruir de atividades culturais. Além disso, reforça o papel das bibliotecas como espaços públicos de cidadania, aprendizagem ao longo da vida e participação comunitária.

João B.Ventura (Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

Inaugurada há 31 anos, a Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes, em Portimão, permanece como um espaço urbano que liberta magia, com um ambiente de esperança e boa vontade, contribuindo, por um lado, para a afirmação de uma nova centralidade e, por outro, para a recuperação da noção de lugar.

Sandra Marques Martins (Biblioteca Municipal de Faro)

As bibliotecas deixaram há muito de ser apenas depósitos de livros. Hoje, são espaços vivos, de encontro e aprendizagem, frequentados por públicos muito diferentes entre si e com necessidades e motivações distintas — todos à procura de algo comum: conhecimento, convívio e tempo de qualidade.

Compreender a diversidade do público é crucial para o planeamento estratégico de uma biblioteca, desde a aquisição da coleção até à oferta de serviços e organização do espaço.

Margarida Telmo (Biblioteca Municipal de Olhão)

A 16 de junho de 2008, coincidindo com o dia da cidade, era inaugurada a novel Biblioteca Municipal de Olhão. Dois sentimentos fortes deambulavam por entre as muitas dezenas de olhanenses que assistiram à cerimónia de inauguração: o de que a cidade passava a ter uma das mais bonitas Bibliotecas do Algarve, com uma traça original herdada do antigo edifício e cujo espaço impressionava pela sua polivalência e dimensão, mormente quando comparado com os anteriores que albergaram a então Biblioteca Municipal; mas, também, um sentimento de pertença comunitária que ligou de imediato os olhanenses à sua nova Biblioteca, pois fora precisamente neste espaço em que muitos haviam nascido. O desocupado e antigo Hospital da Nossa Senhora da Conceição fora convertido em espaço cultural, mantendo, contudo, a fachada antiga, essa herança de 1884, quando a comunidade piscatória mandou construir, a expensas próprias, o seu hospital. 

Clementina Castro (Biblioteca Municipal de Castro Marim)

As bibliotecas sempre foram muito mais do que espaços de estantes repletas de livros. São lugares de encontro, de descoberta e de conhecimento partilhado. No século XXI, atravessam uma revolução silenciosa: a forma como acedemos à informação mudou e com ela mudam também os serviços oferecidos ao público. Em Portugal, essa transformação já é visível. Um dos exemplos mais recentes é o lançamento do BiblioLED, que permite às bibliotecas públicas a disponibilização de livros eletrónicos para empréstimo online, acessíveis a qualquer hora, e em qualquer lugar. Trata-se de uma mudança significativa que responde à procura crescente de conveniência e mobilidade. Hoje, já não é necessário ir fisicamente à biblioteca para requisitar uma obra: basta um telemóvel ou computador para ter acesso imediato a uma coleção digital. 

Olga Gago – Biblioteca Municipal de S. Brás de Alportel

Inaugurada em 01 de junho de 2001, a Biblioteca Municipal Dr. Estanco Louro foi pensada e planeada na década de 90 do séc. XX. Inserida no coração do centro histórico da vila, onde outrora fora uma antiga moagem de cereais, com porta para a antiga Calçadinha Romana e tendo como horizonte a longínqua linha do mar, esta seria a primeira biblioteca municipal moderna da beira serra algarvia, pública, gratuita, que disponibilizava livros, discos, filmes, jornais e revistas, para todas as faixas etárias e com acesso a computadores e serviços de internet.

Manuela Teixeira (Biblioteca Municipal Carlos Brito, Alcoutim)

No Algarve, para além da imagem turística associada ao sol e ao mar, existe um vasto território interior marcado pela baixa densidade populacional, muitas vezes afastado dos grandes centros urbanos e da oferta cultural concentrada no litoral, onde as bibliotecas municipais assumem um papel determinante como espaços de proximidade, inclusão, interculturalidade e desenvolvimento comunitário.

Rita Moreira (Biblioteca Municipal de Loulé)

Foi a 27 de outubro de 1960 que a então vila de Loulé assistiu ao nascimento da sua primeira Biblioteca Pública.

Este importante serviço foi fruto de uma colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian que, após ter ocupado vários espaços, fixou-se na Rua José Afonso, num edifício construído de raiz, financiado pela atual DGLAB - Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas e pela Câmara Municipal de Loulé. 

Vanda Prazeres (Biblioteca Municipal de Albufeira)


A Biblioteca Municipal Lídia Jorge, em Albufeira, pretende transcender a sua função tradicional de repositório de livros para se afirmar como um verdadeiro polo de fruição cultural e artística. Mais do que um espaço de estudo e de leitura, propõe tornar-se um local de descoberta, onde a arte ganha lugar, inspirando e conectando a comunidade. 

Paula Ferreira (Biblioteca Municipal de Tavira)

Para falar da história da Biblioteca, não podemos deixar de mencionar a sua ação nos tempos de hoje, os seus espaços e o seu fundo documental que contempla documentos antigos, reunidos ao longo do tempo, acompanhando a história da Biblioteca.

Maria Margarida Vargues e Nélia Sequeira (Biblioteca da Universidade do Algarve)

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) foram definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015, enquadram-se num plano para que todas as Nações contribuam para um mundo melhor, sem pobreza, protegendo o ambiente, para que se alcance a prosperidade e bem-estar de todos. 

A Biblioteca Municipal de Lagos Júlio Dantas, integrada na Rede Nacional de Leitura Pública desde 1988, é inaugurada a 1 de Novembro de 1991. 

Está localizada no núcleo primitivo da zona intramuralhas da cidade de Lagos, no local onde se ergueu a edificação que serviu de residência a Júlio Dantas (1876 -1962) escritor, dramaturgo, embaixador e bibliófilo nascido em Lagos, e que após graves danos provocados pelo abalo sísmico de Fevereiro de 1969 veio a ser demolida.

Maria Assunção Constantino e Mariana Ornelas do Rego 
(Biblioteca Municipal Vicente Campinas, Vila Real de Santo António)

Uma biblioteca é um organismo vivo, pulsante, onde histórias se entrelaçam e ideias se transformam. Uma biblioteca viva é aquela que transcende as estantes e se torna um centro de experiências, de inovação e de encontro humano. Desde tempos imemoriais, as bibliotecas constituem templos do saber, são guardiãs de narrativas que atravessam séculos, preservando a memória coletiva da humanidade. Contudo, para além do caráter estático dos volumes que albergam, as bibliotecas verdadeiramente vivas transcendem a mera acumulação documental, tornando-se espaços de partilha, debate e incessante transformação e criação.

Clementina Castro (Biblioteca Municipal de Castro Marim)

Foi em 24 de Junho de 2008, dia que os castromarinenses celebram o seu Feriado Municipal, que um edifício de valor patrimonial, histórico e até sentimental para a população, abriu as suas portas ao público completamente renovado e reabilitado e com uma missão muito especial na comunidade: a casa do conhecimento. Trata-se, naturalmente, da Biblioteca Municipal de Castro Marim.